O homem, para se evadir dos seus conflitos, tem inventado muitas formas de “meditação”. Estas têm por base o desejo, a vontade e a ânsia de conseguir algo, o que implica conflito e uma luta para chegar. Este esforço consciente, deliberado, realiza-se sempre dentro dos limites de uma mente condicionada, e nesta não existe liberdade. Todo o esforço para meditar é contrário à meditação.
A meditação vem com o cessar do pensamento. E só então se revela uma dimensão diferente, que está além do tempo.
J.Krishnamurti/Março 1979
A meditação segundo grandes meditadores
Paramahansa Yogananda:
-Senhor, não acho que esteja progredindo em minhas meditações. Nada vejo e nada ouço-, disse um estudante.
Paramahansa Yogananada respondeu-lhe:
"-Busque Deus por amor a Ele próprio. A percepção suprema é sentí-Lo como Bem-aventurança brotando de suas infinitas profundezas. Não anseie por visões, fenêmenos espirituais, nem por experiências emocionantes. O caminho para o Divino não é um circo".
Buda:
"Não corras atrás do passado, nem busque pelo futuro; o passado se foi e o futuro ainda não veio. Observe, porém, com clareza, neste exato instante, aquilo que existe agora, e então você vai descobrir e vivenciar um estado de mente silencioso e imóvel".
Sivananda:
"Se meditar meia hora, poderá enfrentar a batalha diária da vida com tranqüilidade e fortaleza espiritual. E isto o conseguirá, pela força da meditação, em apenas uma semana".
Ramakrishna:
Se não houver meditação, difícil é desenvolver a chegada até Êle. "-O que você poderá ganhar flutuando na superfície? Mergulhe debaixo d'água. As pedras preciosas se encontram na profundeza das águas. Portanto, o que adianta nadar na superfície? Uma pedra preciosa verdadeira é pesada, não flutua, mas cai no fundo. Para conseguir a verdadeira jóia, você deve mergulhar profundamente".