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. Mandala
é uma palavra Sânscrita para círculo de cura ou mundo
inteiro. É uma representação do universo e de tudo que
há nele. Khyil-khor é a palavra Tibetana para mandala e
significa "centro do universo onde um ser totalmente
iluminado habita". Os círculos sugerem
totalidade,unidade, o útero, completude e eternidade.
Elas não representam uma estranha realidade, e sim, um
mundo iluminado que sempre existiu que é revelado quando
as manchas da raiva, apego e ignorância são
transformados. Paradoxalmente estes mundos iluminados
são construídos das mesmas energias que nós, em nossa
visão dualística, percebemos como raiva, apego e
ignorância, mas no estado iluminado, inabalável, são
vistos como força, compaixão e sabedoria. Portanto,
mandalas são projetos arquitetônicos ou vistas aéreas de
palácios celestiais constituídos de conceitos iluminados.
Mandalas no Ocidente
Existe também uma tradição de círculos de cura no
Ocidente. Um simbolismo poderoso pode ser observado nas
pinturas nativas do índio Americano, nas rodas
medicinais e escudos de guerra. As rodas medicinais
representando universo, mudança, vida, morte, nascimento
e aprendizagem. O grande círculo é a hospedaria de
nossos corpos, nossas mentes e nossos corações. Apesar
de existir muitos paralelos com as mandalas Tibetanas,
os nativos Americanos nunca usaram a palavra para
descrever seus próprios círculos sagrados.
Na Europa, as mandalas Herméticas, apesar de desenhadas
linearmente, podem ser também circulares. Simbolismos da
Alquimia, Kabbalah, geometria e numerologia possuem um
papel importante na criação e desenho destas.
A arquitetura das catedrais góticas nos mostram um outro
caminho para a iluminação os vitrais rosáceos foram
construídos nos tempos da praga e da guerra. Como
mandalas, eles eram construídos para ser um símbolo de
iluminação do espírito humano. Sentando-se no escuro e
contemplando a luz que vaza através dos desenhos
inspirados nos proporciona uma experiência poderosa e
reveladora.
Jung e as Mandalas
Foi Jung quem nos chamou a atenção desses desenhos
circulares percebido por ele enquanto estudava religião
Oriental. Ele percebeu que seus clientes experienciavam
estas imagens circulares como "movimentos em direção a
um crescimento psicológico, expressando a idéia de um
refúgio seguro, de reconciliação interna e inteireza".
Para Jung as mandalas são vasos ou embarcações na qual
nós projetamos nossa psique que retorna a nós como um
caminho de restauração. Ele reconheceu que figuras
arquetípicas (símbolos universais) de várias culturas
podiam ser identificados nesta expressão espontânea do
inconsciente. Os círculos são universalmente associados
com meditação, cura e o sagrado que podem funcionar como
chaves para os mistérios de nosso reino interior, que se
usados para esta finalidade podem nos levar de encontro
com os mistérios de nossa alma

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Apostila

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mandala
"Sempre houve
o suficiente no mundo para todas as necessidades
humanas; nunca haverá o suficiente para a cobiça
humana."
Gandhi |